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Prefeitura Municipal de Uruçuca

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Resíduos Sólidos: Prefeitura participa da apresentação do Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos na CDS

Fonte: Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico
17/11/2021 às 18h39

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A Prefeitura de Uruçuca, por meio da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, onde está a Diretoria de Turismo e Meio Ambiente, participou na manhã desta terça-feira, 16, das atividades do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável (CDS) no Teatro Candinha Dória, em Itabuna (BA). O encontro teve o objetivo de apresentar o diagnóstico dos sistemas públicos de limpeza urbana dos municípios do Litoral Sul. 

Os Planos serão pensados para combater os principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólicos no território estadual. Para o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Uruçuca, Águido Muniz, preocupar-se com a gestão dos resíduos sólidos urbanos, além de representar um cuidado para economia, representa uma preocupação com a saúde e com o meio ambiente. A falta de coleta ou o descarte em locais inapropriados contamina o solo e os cursos d’água, a queima sem controle polui o ar e o baixo uso de materiais reciclados acelera o esgotamento dos recursos naturais.

Além do Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Águido Muniz, estiveram presentes no encontro a Diretora de Turismo e Meio Ambiente, Cláudia Cruz, e o Engenheiro Florestal da Secretaria, Alandrasson Gutierrez.

 

Mundo: Rumo a 4 bilhões de toneladas por ano

Sete bilhões de seres humanos produzem anualmente 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) — uma média de 1,2 kg por dia per capita. Quase a metade desse total é ­gerada por menos de 30 países, os mais desenvolvidos do mundo. Se o número parece assustador, cenário ainda mais ­sombrio é traçado por estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Banco Mundial: daqui a dez anos, serão 2,2 bilhões de toneladas anuais. Na metade deste século, se o ritmo atual for mantido, teremos 9 bilhões de habitantes e 4 bilhões de toneladas de lixo urbano por ano.

Não faz muito tempo, a produção de RSU era de algumas dezenas de quilos por habitante por ano. Hoje, a maioria dos países mais industrializados gera mais de 600 quilos anuais per capita de lixo. Nos últimos 30 anos, o aumento do volume de lixo produzido no mundo foi três vezes maior que o populacional. O índice per capita de geração de lixo nos países mais ricos aumentou 14% desde 1990 e 35% desde 1980, aponta relatório do Banco Mundial. Em geral, essas taxas crescem em um ritmo ligeiramente inferior ao aumento do produto interno bruto (PIB).

Paga-se um elevado custo ambiental e financeiro por isso. A maior parte dos RSU produzidos no mundo, cerca de 800 milhões de toneladas/ano, é descartada em aterros. O Conselho de Pesquisa em Tecnologia de Geração de Energia a Partir de Resíduos dos Estados Unidos estima que um metro quadrado de terreno é desperdiçado, para sempre, para cada dez toneladas de lixo aterrado.

Diz o estudo da ONU que de 20% a 30% dos orçamentos municipais já estão comprometidos com a coleta e destinação desses resíduos. Mas a conta poderia ser muito mais salgada, já que só metade da população mundial é atendida por coleta, de acordo com a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (Iswa). África, Sudeste Asiático e América Latina são as regiões onde essa coleta é mais deficiente e a Iswa estima que seria necessário um investimento anual de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 94 bilhões) apenas para garantir que o lixo nessas regiões seja recolhido.

(Fonte: Senado)